quarta-feira, 22 de setembro de 2010

ObescEno MentAl!

Tento amar;
Me fazem ter ódio da vida!
Fantasio com um mundo sem fome;
Na realidade, as pessoas morrem...
Sou o obsceno mental;
Querendo destruir todo esse ódio banal!
Fazendo parte de um tudo;
Que é nada no final...


Em minha mente existe um mundo sem fome, sem guerras, sem misérias;
A realidade me espanca com a verdade venérea...
Sou um obsceno mental;
Vivendo fora do real...
Tentando cruzar a dimensão do pensamento;
Me perdendo todo obsceno!


Outro corrompido;
Em conflito com eles, que me chamam de demente...
Vendem armas;
Exportam guerra...
E sou a mentira... A loucura insana!
Apenas queria que não existisse tanta dor, que todos fossem donos do que for;
Faço tanta parte desse mesmo terror...
Egoistas!
Minhas e suas mentiras...
Obscenidades mentais;
Acreditar que os tolos abandonariam os metais...


Sou o obsceno mental;
Querendo destruir todo esse ódio banal!
Fazendo parte de um tudo;
Que é nada no final...
Egoista... É o que sou...
Um poeta julgado de louco;
Por achar que ouro... Seja pouco!
Amor...
Meu baú... Meu tesouro!!


Um mundo onde todas as bocas sorririam;
Fome não existiria...
Minhas obscenidades que se afloram;
Imagina se todos tivessem uma boa casa agora?
Outro corrompido no final;
Não consegue vence-los, junte-se a eles...
Correr contra o tempo;
Deprimente...
Ter dinheiro;
Viver sorridente...
Sem amor;
Deprimente...


Sou o obsceno mental;
Querendo destruir todo esse ódio banal!
Fazendo parte de um tudo;
Que é nada no final...

domingo, 19 de setembro de 2010

Aos BeiJoS E AoS AbRAçOS! - SauDaDeS!

A morte veio me buscar;
Encontrou um corpo vazio...
Oco e já sem sentimentos;
Não existem lamentos, ou, arrependimentos...
Verdades, mentiras... Lugares pra fugir...
Mesmo assim;
A morte me quis...
Apenas por respirar;
Ocupar um espaço e por ainda correr sangue em minhas veias... Mesmo que já frio...



Sempre acreditei na vida;
E mataram minhas crenças...
Deixando-me sem nada;
Apenas com as vozes que dizem:
Venda sua alma!
Salve sua alma!
Não faça nada...
Apenas exista...
Corra!


Às vezes penso que apenas vegeto;
E ainda assim... A morte me deseja e não me desespero...
Também a desejo!
Sim!
Que venha buscar a todos;
Só se preocupam com ouro...
Quero que se fodam os outros;
Meu corpo vazio... Oco...
A morte me beija;
O mesmo frio meu, sinto em seu abraço!
E não medo...
Medo?
Tenho dessa história de mentir!


A morte veio me buscar;
Encontrou um corpo vazio de quem morrerá novamente...
Sorrindo agora com todos os dentes...
Já havia deixado de viver;
Quando passei apenas a existir...
Mesmo assim;
A morte me quis...
Morrerei então novamente;
Agora... Sorrindo com todos os dentes...

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

LevA e TraZ!

Leva e traz, leva e traz;

Por que não me deixa em paz?

O que tanto na minha vida te satisfaz?

Coloque meus erros em todos os jornais!

Abuse de meus segredos;

Faça hinos dos meus defeitos!



Leva e traz, leva e traz;

Ficar na janela é seu entretenimento?

O que tanto na minha vida te incomoda?

Cuidar da sua vida não é só o que importa?

Só a minha já e demais;

Os problemas e tudo o mais!

Correr pra não ficar pra traz;

Por que não me deixa em paz?



Tanto levou aquilo que trouxe;

Parece que faria o que fosse...

Vamos cantar o hino;

É meu amigo, ou, inimigo?

Amigo do inimigo?

Faça sua rede;

Traga até aqui e leve pra eles...



Qualquer momento;

Verei meu rosto impresso em branco e preto...

Nas capas dos jornais;

Com meus defeitos todos banais!

Que foram vendidos pelo leva e traz...

Leva e traz, leva e traz;

Nunca é demais?

Apenas sua vida não te satisfaz?



Resta muito pouco tempo pra viver;

Não venha me trazer... Não venha trazer...

Já tenho meus problemas;

Não leve pra eles... Não me traga mais...

Me deixe em paz...

Apenas sua vida não te satisfaz?

Leva e traz, não quero saber;

Não venha levar, não venha trazer!

Não quero saber... Não quero saber...



Leva e traz, leva e traz;

Por que não me deixa em paz?

O que tanto na minha vida te satisfaz?

Coloque meus erros em todos os jornais!

Abuse de meus segredos;

Faça hinos dos meus defeitos!