segunda-feira, 30 de agosto de 2010

LiBERdADe Em SEu FiM!

O sorriso amarelo e demente;
Os punhais tortos e o alvo em mente...
Com eles cortar toda a dor;
Proteger-me contra quem mente e me punir... Quando mentir...
Suportar toda a dor por errar;
Carregar as cicatrizes pra provar e mostrar... Os punhais pra cortar...


Quem conhece a dor da miséria nunca mais esquece;
Quem se torna rico... Enlouquece!
Tento cortar toda essa mentira;
Tento viver ao contrário de apenas existir...
Somos a infecção contagiosa;
A peste sem cura milagrosa!


Na sede de seguirmos em frente somos capazes de atrocidades;
E sou o demente por apenas me proteger e por também me punir, ainda que capaz de sorrir...
Laminas afiadas prontas pra fazerem o sangue quente jorrar;
Mais uma vez nos provar que nada somos...
Da carne ao osso;
Do osso ao pó!
Cicatrizes que somem com o tempo... Restam os lamentos...


Não existe piedade;
Mentiras ou verdades?
O pobre que sonha com a riqueza;
Ricos que não conhecem a pobreza...
Minha morte... Única certeza...
Esperança de uma velha liberdade;
Nunca a tivemos na realidade...
Em vida cometemos atrocidades e somos todos corruptos na verdade;
Não me julgue e depois deseje meus pecados...


Os pulsos e tantos outros cortes;
Já não dá pra contá-los em tanto sangue...
Esse sorriso demente que não some;
Deseja insanamente a morte...
Fim?
Liberdade?
Todos esses cortes voltarão a ser pó juntos com minha carne e ossos;
Cicatrizes que somem com o tempo...
Restam os lamentos... De quem fica... Saudades...
Esperança da verdadeira liberdade...
Morte... Que me trazes?

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

? InDEfIniDO... ?

Foi-se embora a inspiraçao do poeta...
E assim...
O poeta morreu;
Novamente o sol nasceu pra lembrar quem esqueceu que embora vivos, estamos todos mortos...
Será o poeta um profeta;
Ou, outro doido de pedra que procura onde a inspiraçao está?
Sempre será infeliz;
Por nunca conseguir encontrar, ou, sempre irá se enganar por mentir dizendo que está viva em qualquer lugar?
Inspiração pra onde foi fugir?
Desculpe por fazer o que não quis...
Por mentir... Te ferir...
Nem tudo é como sempre quis...
O que fiz?
Sempre as mesmas perguntas;
Sem vozes e nem respostas...
É ruim ter a saudade como bagagem;
Ser idiota e sempre fazer bobagens...
Desculpas simples não te trazem;
Inspiração, desculpas simples não te trazem de volta...
É ruim com todo esse ódio ao meu redor;
Sem tí, inspiração tudo fica pior!
Desculpas simples... Pelo que fiz...
Inspiração volte... Volte aqui, me deixe mais uma vez vivo;
Ao novo nascer do sol... Voltar a morrer feliz...

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

AbrAçOS E bEiJoS FRiOs!

A morte veio me buscar;
Encontrou um corpo vazio...
Oco e já sem sentimentos;
Não existem lamentos, ou, arrependimentos...
Verdades, mentiras... Lugares pra fugir...
Mesmo assim;
A morte me quis...
Apenas por respirar;
Ocupar um espaço e por ainda correr sangue em minhas veias... Mesmo que já frio...



Sempre acreditei na vida;
E mataram minhas crenças...
Deixando-me sem nada;
Apenas com as vozes que dizem:
Venda sua alma!
Salve sua alma!
Não faça nada...
Apenas exista...
Corra!


Às vezes penso que apenas vegeto;
E ainda assim... A morte me deseja e não me desespero...
Também a desejo!
Sim!
Que venha buscar a todos;
Só se preocupam com ouro...
Quero que se fodam os outros;
Meu corpo vazio... Oco...
A morte me beija;
O mesmo frio meu, sinto em seu abraço!
E não medo...
Medo?
Tenho dessa história de mentir!


A morte veio me buscar;
Encontrou um corpo vazio de quem morrerá novamente...
Sorrindo agora com todos os dentes...
Já havia deixado de viver;
Quando passei apenas a existir...
Mesmo assim;
A morte me quis...
Morrerei então novamente;
Agora... Sorrindo com todos os dentes...

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

SeMpRe SeRá....

Queria parar o tempo;
Entender o fim de seu começo!
Todo ciclo tem um fim;
O fim teve seu inicio e sempre será assim!


Não tenho medo da morte;
Apenas do arrependimento no fim...
Arrependimento por apenas existir!
O inicio tem seu fim... Sempre será assim...


Esfregam em sua face;
O prazer do luxo, da riqueza...
E não levamos nada;
Nem a carne que dizemos nossa... Sempre será assim...


Que me diz?
Quem voltou e disse pra enchermos nossos bolsos?
Do outro lado... Existem bolsos?
A terra nos dá... E também recebe...
Nosso pó... Nossa carne... Sempre será assim...


Prazer da carne!
Em vida ter tudo o que o dinheiro traz;
Amor e felicidade já são sentimentos banais...
No fim...
Arrependimento por apenas existir... Sempre será assim...


Queria parar o tempo;
Entender o fim de seu começo!
Entender quando comecei apenas a existir;
Apenas existimos... Sempre será assim...

domingo, 8 de agosto de 2010

PontO fInaL!

Após o ponto final são só linhas tortas
Passamos sem ver que já tinha acabado
o tempo , e tudo mais que terminado
em cima das folhas tão mortas.

A conclusão não assimila sem reagir
Atrasado o crepúsculo sentimental
Num transporte breve ao ponto final
Outrora longínquo de se sentir

Na dicotomia gritante
remando findado um ar
cansando o meu semblante

Tão cativo a implorar
sua evolução tão distante
impedindo de me libertar.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Mesmice e sandice.

Como dizer de novo tudo o que já disse;
De uma maneira diferente?
É sempre a mesmice!
Cada um sofre à sua maneira;
Cada qual acha que vive uma vida ruim...
Por que é sempre assim, se todos vivem em um mesmo lugar?
Pra que tanto ódio se é possível amar?


Perco-me em minha mente acreditando já ter dito tudo isso;
Pra quem nunca quis escutar...
Então por que repetir tanto;
Pra que acreditar que alguém algum dia escutaria...
Que alguma coisa poderá ainda mudar...
Como conseguir ter esperança;
Sendo que o respeito já é tratado como algo do passado?
Como acreditar no amor;
Sendo que propagam tanto o ódio?


Minha criancice de acreditar na esperança;
Diante de toda essa matança...
Ninguém quer saber;
E só pensam em prazer, prazer e prazer...
Por que então eu, deixarei de ter?
Me rendo, mas discordo;
Não quero... Não gosto...
Cada um sofre à sua maneira;
E não entendem o sofrimento de ninguém...
Não respeitam também...


Onde está o amor;
Diante de toda essa ganância?
O dinheiro vale mais que qualquer afeto;
Que a alegria de uma mãe, quando finalmente alimenta sua criança...
Me diz;
Pros desafortunados, o que é esperança?
Não é por nada... Mas esses também estão dominados pela cobiça;
Como um urubu, ouriçado com sua carniça!
Todos querem viver bem suas vidas...
Fodam-se as deles...
Minha mente abre um novo caminho;
Encontro uma nova vida...
Fantasia...
Fantasia...


Sempre irei repetir...
Não odeio a vida... Apenas a maneira como sou obrigado à vive-la....