segunda-feira, 22 de novembro de 2010

vÁdIO!

Como um cão vadio;
Anbandonado e infeliz...
O mesmo frio;
A mesma praça...

O mesmo osso roído;
As mesmas feridas...
A mesma manha na cidade;
Tudo cinza...

A mesma maneira de sentir;
A renovada vontade de morrer enfim...
Correr;
Sem ter onde ir...

Igual à um cão;
Abandonado, com medo... Acuado...
O mesmo olhar triste;
Os desejos renovados...

Sempre assim;
Te afagam e depois abandonam...
Não lhe permitem;
Escolher...

Nunca te deixam;
Nunca te deixam escolher...
Sempre cinza;
A mesma manha cinza...

Esqueci dos momentos...
Igual à um cão;
Reaprendí a me virar sozinho...

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