terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O dEsTinO EsPEcficAdO É iNalCaNçAvEl!

Comecei o dia com o pé errado;

Me sentindo desprezado.

Porque penso tanto, no certo e errado?

Será que meus erros já ficaram no passado?

Mas as coisas são assim;

O tempo passa, nada muda enfim e talvez eu quem quis assim.

Nunca entendi os erros que cometi e talvez não me arrependi.

Você realmente é o que me diz?

Ou mente, assim como já fiz?

Porque ando assim tão infeliz?

De todas essas mortes, o que me diz?

O rico precisa do pobre?

Ou é pura sorte?

Já fui seduzido pelos prazeres que não sinto mais agora.

Será que pagarei por tudo isso e mais alem antes da hora?

Quero ir embora.

O Sol hoje nasceu gelado!

Ou, eu quem está errado?

O destino parece que não será alcançado;

Mesmo que já esteja especificado.

Não aceito ser ignorado e fico sempre calado!

Ninguém esta do lado de ninguém;

O que desejas é meu desejo também?

Ninguém se importa com ninguém.

Todos trancam as portas e essas vozes que não vão embora!

Me dizem coisas todas as horas.

E aqui estou esperando respostas.

Só não sei por que estou internado;

Me chamam de louco por não querer tudo trancado;

Querer ser libertado!

Ser livre no mundo;

Não nascer e já ser um moribundo.

Pois assim como você também tenho prazer;

Carros e muito dinheiro quero ter.

Pra que igualmente viver?

Não é melhor um Mercedes Bens?

Pra que felicidade?

Dinheiro não é Deus;

Não é a verdade?

Ou nós humanos quem somos;

A falsidade que se esconde atrás de sorrisos e belos rostos?

Não consigo acreditar, esse céu tem um azul tão bonito;

Compartilho dele, com você e com meu inimigo.

Porque falta tanto carinho?

Na TV só desgraças o que se vê.

Ou, o pobre que se mata de trabalhar;

Pra fome não passar.

Hoje acordei com o pé esquerdo;

Foda-se você e o mundo inteiro!

2 comentários:

  1. Muito bom, MESMO. Gostei do modo como as perguntas se superpõem, gerando uma tensão que é sublimada no palavrão do verso final.

    Mas faço uma observação. Você precisa se aventurar no verso branco. A liberdade proporcionada pela ausência de rimas poderia fazer muito bem a um poema como esse.

    Grande abraço.

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